Filosofia e Teologia

Filosofia e Teologia

domingo, 24 de outubro de 2010

Hipólito de Roma

PUC – PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
CURSO DE TEOLOGIA
DISCIPLINA DE PATROLOGIA
ACADÊMICO: FR. JOSÉ FÁBIO REIS DE OLIVEIRA, CSSR



Hipólito de Roma





Introdução

Neste trabalho de síntese sobre a Obra da Tradição Apostólica de Hipólito de Roma, não tendo caráter de ser exaustivo, procurarei mostrar que foi a figura de Hipólito e a importância da sua Obra a Tradição Apostólica.
Hipólito foi aquele que defendeu a fé e se dedicou aos estudos das mais puras tradições da igreja nascentes. Ou seja, ele foi um dos padres do inicio da igreja que nos ajuda hoje a compreendermos e conhecemos mais de perto as intenções, exigências e as dimensões da novidade do cristianismo, pois os padres da igreja viveram mais próximos daqueles que conviveram com o mestre. Assim, podemos compreender mais profundamente o que faz parte da autêntica tradição e a distinguir o essencial.
Com outras palavras quero nesta síntese apresentar a liturgia e a catequese em Roma no século III dentro da Tradição Apostólica de Hipólito de Roma, mártir que testemunhou com o próprio sangue a verdade e a força de salvação que encerra a doutrina que pregava.

Síntese da Obra Tradição Apostólica de Hipólito de Roma

Antes de aprofundarmos em conhecer a Obra de Hipólito vamos primeiramente conhecer um pouco de sua vida e qual foi a sua importância para a história da Igreja.
Hipólito de Roma foi de grande personalidade na história da igreja, porém seus dados são bastante confusos. O que se sabe de sua vida é que foi sacerdote da igreja de Roma, fecundo escritor que deixou cartas e diversas composições e foi até mesmo bispo, embora não se saiba identificar exatamente onde foi sua sede.
Ainda como escritor foi considerado erudito, transmitindo o que os manuais oferecem em conhecimento, sem recorrer às fontes e muito menos citá-las. Ele tentou reconstituir a autêntica Tradição Apostólica, escrevendo muito despreocupadamente lembranças e costumes, como veremos a seguir. Tornou-se ainda Moralista. Considerando a época crítica e difícil da igreja, comenta o livro de Daniel, pretendendo levar a confiança em Deus, mesmo quando é perseguido e incompreendido. Como exegeta preocupou-se com o ensinamento que pretendia tirar do texto. Foi bispo, embora alguns ainda os considerava apenas como presbítero do ano de 251, certamente uma hipótese falsa, porque seu martírio foi registrado justamente com o de Ponciano, entre ao s anos de 231 a 235. Mais tarde com a descoberta de uma estatua dar a entender que tinha sido realmente bispo, pois acha-se sentado em cátedra episcopal. E ainda com a descoberta de uma obra importante atribuída a Origens, que se conhecia apenas a primeira parte. Os livros subseqüentes revelaram que o autor era sacerdote romano o qual se havia indisposto com o papa Zeferino e ainda menos contente com a eleição de Calisto para a sucessão, assim, dividiu a comunidade romana fazendo-se eleger bispo de Roma por uma porção influente de presbítero. Portanto, Hipólito foi bispo e o primeiro antipapa da história da igreja.
Muito embora dividido por motivos de rixas doutrinais volta a comunhão quando, juntamente com o papa Ponciano, está a caminho do martírio. Ambos renunciam ao comando da igreja terrestre, para juntos receberem a coroa da santidade na igreja una e santa do Cristo ressuscitado. São celebrados como mártires, confessores da mesma fé, no dia 13 de agosto, data histórica da posição de Ponciano no cemitério dos papas e de Hipólito na via Tiburtina.
Como escritor Hipólito escreveu várias Obras. São elas:
Philosophoumena, Syntagma ou Contra todas as heresias e O Anticristo
Tratados Exegéticos:
Comentário sobre Daniel, Comentário sobre o Cântico dos Cânticos, Historia de Davi e Golias e Homilias sobre os salmos.
Tratados cronológicos:
Crônicas, Computação pascal, Homilias sobre a Páscoa, O Senhor nosso Salvador e As heresias de Natal.
Com relação à Obra “Tradição Apostólica” a qual vamos aprofundar a seguir o seu conteúdo, foi descoberta e Reconstituída podendo assim afirmar que ela foi composta em Roma, e não tem o aspecto românico de tantas aparições sensacionais de manuscritos, como os documentos de Qumrãn nas areias do Egito ou em grutas. Assim, não se trata de uma fórmula que traduza apenas a liturgia romana. Ela pretende transmitir a tradição da igreja e está dividida em três partes nitidamente:

A primeira parte é a constituição da comunidade em seus aspectos hierárquicos, com a sagração e eleição dos bispos e a ordenação de pessoas que desempenham uma função dentro da comunidade cristã (presbítero, diáconos, exorcistas, leitores Etc.).

O ritual de consagração de um bispo precedia pela eleição do candidato. Esta se fazia de maneira mais publica possível e para isso realiza-se na assembléia dominical onde todos os cristãos apontam o novo chefe da igreja. Uma vez escolhido, toda a comunidade estará presente. Juntamente com o conselho presbiteral e todo o clero. Os bispos vizinhos eram convidados e estes é que impõem a mão sobre o novo epíscopo.
Os bispos, os sacerdotes e o povo rezam em silêncio: é o dom de Deus que é celebrado. A vinda do Espírito Santo é que de fato confere o poder de reger a Igreja de Cristo. Guiados pelo Espírito Santo é que os bispos têm o direito de conduzir o rebanho. Um dos bispos presentes é escolhido para presidir a oração e a pronuncia em nome de todos. Pela voz do presidente que exerce seu ministério em nome da Igreja, este consagra o novo bispo.
A fórmula da oração consagratória acentua a função de serviço que o recém-escolhido assume na comunidade e frisa sua sucessão apostólica. No exercício de seu ministério de reger o povo o bispo deve tornar a face de Deus propicia e exercer o poder de perdoar. Sobretudo que seja modelo do rebanho por seu modo de viver.
Pequeno trecho da oração de Sagração de Bispo:
Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, pai das Misericórdias e Deus de toda consolação, que habitas as alturas e baixas o olhar para o que é humilde, tu, que conheces todas as coisas antes de nascerem, tu, que deste as leis da tua Igreja pela palavra da tua graça, elegendo desde o principio a raça dos justos de Abraão... ao Pai e ao Filho, com o Espírito Santo na santa Igreja, agora e pelos séculos dos séculos. Amém.
A seguir, a comunidade cristã reunida com o presbitério e os bispos vizinhos presentes, celebram a eucaristia presidida pelo novo bispo. Depois de ter recebido o beijo de paz da parte de todos da comunhão fraterna e reconhecimento de sua dignidade episcopal, o bispo, servido pelos diáconos, começa a grande oração eucarística acompanhado de todo o presbitério. Inicio da Oração Eucarística:
O Senhor esteja convosco. Respondem todos:
E com o teu espírito.
- Corações para o alto!
Já os oferecemos para ao Senhor.
- Demos graças ao Senhor
E digno e justo.
E procede com as outras orações.
Também havia a benção do azeite, ou seja, se alguém oferecer, se consagra como consagrou o pão e o vinho, não com as mesmas palavras, mas com o mesmo espírito. Igualmente ocorria se alguém trouxesse queijo e azeitonas.
Na ordenação sacerdotal, embora esta sendo feita pelo bispo, todo o presbitério impõe as mãos, enquanto que para os diáconos apenas o bispo faz esse gesto. E que os diáconos estão intimamente ligados à pessoa do bispo e como tal lhe é submisso. O presbitério, porém coloca-se a seu lado, participando do seu mesmo sacerdócio e rege com ele o povo de Deus; recebe com ele a mesma graça e o espírito próprio, como os anciãos de Israel partilham o mesmo espírito de Moisés.
Trecho da oração da ordenação sacerdotal:
Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, baixa o olhar sobre este servo e comunica-lhe o Espírito da graça e do conselho do presbítero para que ele ajude e governe o teu povo com o coração puro... Ao Pai e ao Filho, com Espírito Santo na santa Igreja e pelos séculos dos séculos. Amém.
A prece de consagração oferece, em sua profundidade bíblica, uma verdadeira síntese doutrinal sobre o sacerdócio pelo bispo e pelos presbíteros. Tais orações se dirigem sempre ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo, o que evoca a epiclese eucarística.
Já na ordenação diaconal só o bispo impõe as mãos, porque o diácono não é ordenado para o sacerdócio, mas para o serviço do bispo: para fazer o que lhe é por este determinado. Ele, realmente, não participa do conselho do clero; cuida da administração, indicando ao bispo quanto é necessário. Não recebe o Espírito comum do presbítero do qual participam os presbíteros, mas o que lhe é confiado pelo poder do bispo, e é por essa razão que somente o bispo ordena o diácono; contudo sobre o presbítero também os presbíteros imponham as mãos, por causa do espírito comum e semelhante do seu cargo.
Trecho da Oração de ordenação do diácono:
Deus, que criaste todas as coisas e as ordenaste pelo Verbo, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que enviaste para cumprir a tua vontade e revelar-nos o teu desejo, dá o Espírito Santo da graça, da solicitude e do trabalho a este teu servo... Com o Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.
Hipólito coloca em relevo as funções eclesiais a partir do testemunho que se dá no serviço da comunidade, assumindo a responsabilidade que compete a cada um. O confessor mártires que sobreviveram aos ferimentos que lhes foram impostos por causa da fé quer por parte das autoridades quer da parte de parentes e amigos, recebem a imposição das mãos para que gozem da mesma distinção que os presbíteros. Ou seja, não se imporá a mão sobre um confessor para o diaconato ou para o presbitério, se já tiver sido preso por causa do nome do Senhor do Senhor. Na verdade, a dignidade de presbítero, equivale à honra da sua confissão. Se, porém, for ordenado bispo, ser-lhe-á imposta à mão.
Talvez este modo de proceder se fundamente no fato de muitos cristãos quererem promover os confessores e desejarem para isso torna-los presbíteros. Para evitar que se fizesse do ministério sacerdotal mais uma honra do que um serviço, era-lhes dada a distinção que mereciam por sua coragem em professar a fé, mas sem lhes conferir a ordenação. Esta exige, com efeito, um dom do espírito que não se recebe apenas pelo fato de ter suportado injurias por causa do Cristo. Vejamos:
Uma viúva não é ordenada: é eleita pela simples inscrição do nome, institua-se apenas pela palavra, e que se junte às demais. Não se imponha a mão sobre ela, porque não ofrece a oblação nem exerce a liturgia. A ordenação existe para o clero por causa da liturgia, mas a viúva só é instituída para a oração: esta é de todos.
O leitor será instituído quando o bispo lhe der o Livro; também sobre ele não imponha a mão. As virgens não será imposta a mão sobre ela,: basta a sua decisão para fazer dela uma virgem. Os subdiáconos: será nomeado para seguir o diácono. Se alguém receber o Dom da Cura por uma revelação, não será imposta a mão sobre ele.

A segunda parte nos fala da iniciação cristã: o ensinamento e a noite pascal.

A visão concreta das etapas e os detalhes fornecidos nos permitem uma percepção muito real da vida da comunidade primitiva os que se aproximavam da fé eram trazidos pela primeira vez para ouvir a Palavra.. Todos os membros da Igreja local, a começar pelos leigos, eram empenhados seriamente no exame, na preparação e no acompanhamento dos candidatos. Longe de solicitar a alguém para entrar, quase forçando-os, percebe-se o rigor das exigências evangélicas tomadas como condição para a admissão no catecumenato e o ingresso efetivo na comunidade. Temos detalhes sobre o meio de então e o papel da comunidade eclesial.
Escolhidos os que receberão o batismo, sua vida será examinada: se viveram com dignidade enquanto catecúmenos, se honraram as viúvas, se visitaram os enfermos, se só praticaram boas ações. E, ao testemunharem sobre eles os que os tiverem apresentado, dizendo que assim agiram, ouçam o Evangelho. Desde o momento em que houverem sido separados, seja imposta a mão sobre eles, diariamente, e ao mesmo tempo sejam exorcizados. Aproximando-se o dia em que serão batizados, exorcize o bispo cada um, para saber se é puro. Se algum deles não for bom ou não for puro, seja posto á parte: não ouviu a palavra com fé porque é impossível que o Estranho se oculte sempre. Sejam os batizados instruídos no sentido de que se lavem e se banhem no quinto dia da semana. Se uma mulher estiver menstruada , seja posta à parte e receba o Batismo em outro dia. Jejuem os que receberão o batismo na véspera do sábado; e no sábado, serão eles reunidos em um só local, designado pelo bispo. Ordene-se a todos que rezem e se ajoelhem: impondo sobre eles a mão, exorcizará o bispo todos os espíritos estranhos para que fujam e não tornem jamais; ao terminar o exorcismo, sopre-lhes no rosto. Depois de marcar-lhes com o sinal da cruz a fronte, os ouvidos e as narinas, ele os fará levantarem-se. E permanecerão vigilantes durante toda a noite, e se lerá para eles, e serão instruídos. Não tenham os batizados nada em seu poder, a não ser o que trazem para a Eucaristia: o que se tornou digno deve participar, na mesma hora, da oblação.
Com a prolongada preparação (três anos) permitia verificar se os comportamentos eram realmente de convertidos. Em época de tanto sincretismo, a igreja não podia contentar-se com minicristãos, semiconvertidos. A tarefa de dar testemunho é por de mais séria. Não admite uma fé apenas interior, nem uma religião conforme os moldes de cada individuo. O estilo de vida e até mesmo a profissão devem ser condizentes com a pratica do evangelho, testemunho diante de todos.
E importante colocar em destaque a pratica da oração, seja em comum seja em particular. Após a leitura e a explicação da Palavra de Deus, pelo catequista, é indispensável que cada um assuma como regra de sua própria vida esses ensinamentos e se converta interiormente para lei do Senhor. Assim, ao cessar o catequista rezem os catecúmenos em particular, separados dos fieis, as mulheres tanto as fieis quanto as catecúmenas permanecem rezando, também em particular, em qualquer lugar na igreja. Ao terminar de rezar, não darão a paz porque o seu ósculo ainda não é santo. Saúdem-se, porém, os fiéis reciprocamente os homens aos homens e as mulheres as mulheres: os homens não saudarão as mulheres. Estas cubram a cabeça com um manto; não, porém, tecido de linho, que não serve para cobrir.
O santo Batismo acontecia dentro do ritual tradicional da Igreja. Como também a Confirmação e a Primeira Eucaristia eram celebradas dentro das normas previstas pela Igreja, bem solenizadas.

Já a terceira parte é uma serie de observâncias na comunidade desde a descrição da celebração eucarística até a liturgia das horas e ao sinal da cruz.

Vejamos alguns pontos que julgamos de maior interesse, pois se dar para perceber que Hipólito, passou anotar, sem ordem rigorosa, os costumes em uso no meio da comunidade eclesial desde os tempos primitivos.
Há um bom número de observações a respeito das ceias da comunidade. Ao que parece, eram refeições de caridade, tomadas em comum, afim de consolidar o relacionamento fraterno. Essas refeições são bem distintas da ceia eucarística, apesar da densidade religiosa que encerram. Há uma observação importante a respeito da necessidade de participação: O bispo não pode jejuar a não ser no dia em que todo o povo o faz, pois se alguém promover uma refeição na ocasião em que a comunidade se reúne, ele deve ao menos provar do pão em comum. E sinal de participação na ceia dos fieis, na vida deles, assim como esses participaram da sua eucaristia.
O espírito que ainda anima os cristãos nessas circunstâncias é a troca, o colocar em comum. Pensa-se com especial carinho nos doentes, nas viúvas e nos demais necessitados, levando-lhes presentes (signum) para que tomem parte da reunião, mesmo que condições particulares os obriguem à ausência. Assim, todos aqueles que recebem devem dar com desvelo: se alguém receber algo para levar a uma viúva, a um enfermo ou alguém que se dedique à Igreja, leve-o no mesmo dia; se o não fizer, leve-o no dia seguinte, aumentando com algo de seu o que havia por ter permanecido na casa o pão dos pobres.
Além da eucaristia, reservada aos já indicados e de vida comprovadamente evangélica, há outras celebrações que reúnem todos os irmãos. Aí os catecúmenos são introduzidos na convivência da comunidade e tomam refeição na companhia dos fieis. Essas ceias comuns são altamente educativas e a dignidade com que se fazem deve servir de exemplo. As refeições familiares poderão, à luz desta doutrina, se transformar em verdadeiras celebrações, pela sobriedade, pela alegria do convívio e pelo espírito de união que reina. Assim , quando comerdes, e beberdes, fazei-o com dignidade e não à ebriedade, para que ninguém ria e para que não entristeça pela vossa afronta o que vos convida, mas espere ser digno de que os santos entrem em sua casa: porque vós sois, diz o sal da terra.
Contudo, as ceias e reuniões de toda a comunidade é proposto um programa de orações, distribuídas ao longo das horas do dia. E difícil verificar até que ponto essa programação corresponde à realidade da vida dos fiéis. Em todo caso, mais tarde tornou-se regra de vida para os monges e em seguida para os clérigos.
Hipólito coloca em relevo a prática da oração da manhã, mas ao mesmo tempo adverte os fiéis a respeito da necessidade de se instruírem na fé. Ambas as praticas são apresentadas como meios eficazes para sustentar o cristão na sua luta cotidiana. Todo fiel e toda mulher fiel, ao levantarem-se do sono pela manhã, antes de tocarem o que quer que seja, lavem-se as mãos e rezem a Deus; dirijam-se, somente então, ao trabalho. Se houver instrução da palavra de Deus, prefiram encaminhar-se ao local, considerando em seu coração que é a Deus que ouvem naquele que prega. Todo aquele que rezar na igreja poderá vencer a maldade do dia, eo ir ao lugar da instrução, principalmente se souber ler ou se o catequista estiver presente. Hipólito ainda fala da importância do sinal da cruz dizendo que na tentação, procura sempre fazer, na fronte, piedosamente, o sinal da cruz, pois este é o sinal da paixão conhecido e provado contra ao demônio.

Conclusão

Como vimos Hipólito de Roma foi um homem se suma importância para a Igreja. Sua vida foi sinal presente na construção da história, testemunhando a Tradição deixada pelos Apóstolos, como ele mesmo afirma: Se estes ensinamentos forem recebidos com gratidão e fé ortodoxa, proporcionarão à Igreja a edificação e, aos que crêem, á vida eterna. Aconselho que sejam guardados por todos os que têm o coração puro. Se todos seguirem a Tradição dos Apóstolos que ouviram e souberam conserva-la, nenhum herético ninguém, absolutamente poderá afastar-se do caminho reto. Na verdade, muitas heresias desenvolveram-se porque os chefes não quiseram aprender a doutrina dos Apóstolos, mas, seguindo a sua própria fantasia, fizeram o que quiseram não o que deveram fazer. Se omitimos algo, bem amados, revelá-lo-á Deus aos que forem dignos, ao dirigir a Igreja para que chegue ao porto da paz.
Portanto, a Tradição Apostólica foi uma obra verdadeiramente de testemunho, onde foi vivido e observado os ensinamentos deixado pelos Apóstolos.

Referência bibliográfica

NOVAK, Maria da Glória. Tradição Apostólica de Hipólito de Roma – Liturgia e catequese em Roma no século III. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 1981.

Nenhum comentário:

Postar um comentário